sexta-feira, 29 de março de 2013

Moutinho convocado, Varela e Atsu não


Entram João Moutinho e Kelvin, saem Varela e Christian Atsu. A convocatória do F.C.Porto apresenta um par de novidades, na véspera da deslocação dos dragões ao reduto da Académica.

João Moutinho, que falhara o embate com o Marítimo, está de volta depois de ter feito 180 minutos com a camisola da seleção nacional.

Já Silvestre Varela regressou lesionado da seleção, apresentando uma mialgia no adutor direito, e fica de fora. Christian Atsu, igualmente por lesão, é mais uma carta fora de baralho.

Vítor Pereira chamou Kelvin para a visita à Académica e deverá apostar em Izmaylov e James Rodriguez para os flancos de ataque, surgindo Defour como alternativa.

Quiñones trabalhou de forma condicionada nesta sexta-feira, numa sessão que contou com a presença de Sebá, avançado do FC Porto B.

Estás bem Moutinho?

O médio do FC Porto é notícia esta semana pelos melhores motivos e porque contrariou todas as previsões, ganhando forma e novo fôlego ao serviço da Seleção Nacional. Uma boa notícia na perspetiva dos dragões, depois de alguma celeuma que até meteu postas de pescada pelo meio.

A verdade é que Vítor Pereira sentiu a sua falta nos últimos jogos e deve reconhecer, enfim, que Moutinho é mesmo o motor que faz andar a sua equipa. Os jogos em Alvalade e na Madeira foram claros exemplos disso e mesmo em Málaga, onde João Moutinho alinhou 45 minutos no limiar do risco em agravar um problema muscular, o FC Porto foi muito diferente, para pior, entre a primeira e a segunda parte.

O que João Moutinho oferece ao jogo dos dragões é muito mais do que segurança no passe e intervenção no miolo. Com ele, o futebol da equipa de Vítor Pereira é mais profundo e acima de tudo muito mais agressivo, no bom sentido do termo, numa zona nevrálgica do terreno e por onde passam todos os momentos, incluindo a gestão da posse de bola e a velocidade que se dá à mesma na circulação, um pormenor em que Moutinho é mestre.

Ou seja, o FC Porto tem muito mais a agradecer à Seleção Nacional a recuperação, física e até também psicológica, de João Moutinho para uma fase da época absolutamente decisiva nas únicas questões que os dragões deixaram em aberto. Com a deslocação a Coimbra e a receção ao Sp. Braga para o campeonato já muito se vai decidir quando o grande rival da Luz está a 4 pontos de distância. Pelo meio o Rio Ave e possivelmente no fim deste micro-ciclo a hipótese de ganhar pela primeira vez no seu historial a Taça da Liga.

É certo que a semana não foi santa, até pelos disparos entre Paulo Bento e Pinto da Costa sobre o homem de quem se fala, duas figuras agora de costas voltadas e com feitios próprios que fazem antever ainda mais trocas de palavras azedas, mas a grande realidade é que ficaria muito melhor ao presidente do FC Porto ter agradecido a Paulo Bento a utilização de João Moutinho nos jogos em Israel e Azerbaijão.

Claro que este hipotético “obrigado” seria em forma de ironia, como bem gosta Pinto da Costa e ainda por cima depois de uma tirada infeliz como a das postas de pescada, mas se João Moutinho está ou não a cem por cento só o jogo deste sábado, em Coimbra, o dirá. Se não estiver há algo bem enigmático que escapa claramente a muita gente, partindo do princípio óbvio que Moutinho não foi “obrigado” a jogar lesionado pela Seleção Nacional, e aí teremos de esperar por novas explicações. Ou mais fogo-cruzado...

quinta-feira, 28 de março de 2013

Vítor Pereira não entra na polémica de Moutinho

  Vítor Pereira demarcou-se de qualquer polémica relativamente à utilização de João Moutinho nos recentes jogos da Seleção. A condição do médio foi pretexto para uma troca de palavras duras entre o presidente do FC Porto e o selecionador. Quanto ao treinador, mostrou-se compreensivo tanto com as razões de Pinto da Costa, que "defende os interesses do clube", como com as de Paulo Bento, que "faz a gestão que entende", de resto, como ele próprio. 
  A passagem de João Moutinho pela Seleção foi o principal tema da conferência de imprensa em que Vítor Pereira teria preferido falar da "demonstração de carácter" que espera do FC Porto, em Coimbra, no regresso do campeonato. O treinador deixou claro que não estava ali para alimentar a polémica. "Eu faço a gestão dos jogadores, enquanto cá estão. Quando saem, deixam de estar sob a minha gestão", comentou, sem interferir na discussão alheia: "Do presidente, não era de esperar outra coisa, defende os interesses do clube. Paulo Bento faz a gestão que entende, tal como eu faço, no clube. Esperemos que o João Moutinho esteja nas melhores condições para nos ajudar". 
  O desejo de Vítor Pereira é ter Moutinho ao melhor nível para o que resta do campeonato, sublinhou: "Infelizmente, não pudemos contar com ele, nos últimos jogos, mas, conheço a personalidade dele, sei que vem com vontade de nos ajudar, nestes últimos sete jogos". Questionado por O JOGO, o treinador revelou que, no treino desta manhã, Moutinho, recém-chegado da Seleção, "ainda não trabalhou completamente integrado" e, quando lhe fizeram mais uma pergunta sobre o médio, perdeu a paciência para um tema que já deixara claro não lhe servir de pretexto para polémica. "Não estou aqui para responder, sistematicamente, a questões sobre o João Moutinho", rematou, e a conferência de imprensa terminou aí, sem que Vítor Pereira pudesse falar mais da "vontade de voltar às vitórias o mais rapidamente possível" que acompanhou o FC Porto nesta paragem do campeonato, uma sede para saciar diante da Académica.

in O Jogo

Moutinho aproveita o lanço.


  João Moutinho regressa esta manhã aos treinos no FC Porto, devendo apresentar-se sem qualquer limitação, algo que não sucede há algum tempo para os lados do Olival. O médio esteve ao serviço da Seleção Nacional nos últimos dias e procurou abster-se de comentar o ''bate-boca'' entre Pinto da Costa e Paulo Bento por causa da sua utilização no jogo com Israel. Certo é que Moutinho volta ao FC Porto com 180 minutos de competição nas pernas e pronto para ser titular, de novo, a Académica. Um ''reforço'' de peso que Vítor Pereira seguramente não vai dispensar numa altura em que está proibido de perder pontos, que foi o que aconteceu aos portistas em duas das três partidas do campeonato em que Moutinho não esteve disponível. Só mesmo alguma limitação de última hora o afastará do onze. Nesse caso avançaria Defour, que não foi utilizado na Bélgica.

  Se no passado recente, Pinto da Costa criticou o selecionador nacional por não abdicar de Moutinho um minuto sequer - como no caso do particular no Gabão -, desta vez a utilização a tempo inteiro do médio até servirá os interesses dos dragões. Afinal, foi ao serviço da Seleção que recuperou da lesão sofrida em Málaga: traumatismo na coxa direita, a mesma onde teve lesão muscular na véspera do clássico em Alvalade. É verdade que também o poderia ter feito no Olival, aproveitando a paragem das competições internas, mas com dois jogos de Portugal, Moutinho recuperou também os índices físicos e competitivos que lhe devem permitir apresentar-se ao nível habitual em Coimbra.

  Hugo Almeida passou os últimos nove dias com Moutinho e não duvida de que o médio está em condições para jogar com a Académica. «Ele é um excelente professional que ninguém duvide disso. Está habituado a fazer muitos jogos seguidos, não é de se poupar e, se se sentir bem, pode perfeitamente fazer mais 90 minutos no sábado», referiu o avançado que apontou o segundo golo de Portugal no Azerbaijão.

  Aliás, Hugo Almeida garantiu a O Jogo, desde Istambul, onde tinha acabado de regressar, que João Moutinho não deu sinais de estar condicionado na Seleção. «Senti-o bem, sem qualquer limitação. Claro que não esteve connocsco nos primeiros treinos, por estar a fazer tratamento, mas acho que se ele, mais do que ninguém, não sentisse que estava em condições, não teria jogado com Israel. Nem o treinador o teria colocado em campo, aliás.» frisou. O avançado viu um Moutinho «empenhado» em todas as sessões de trabalho, mas não consegue dizer se o companheiro estava, ou não, a 100 por cento. «É difícil dizer isso porque existe sempre um receio natural por causa da lesão. Ele até nem estava parado muito tempo, mas há sempre um receio de que algo possa acontecer», referiu. Em todo o caso, o ponta de lança do Besiktas garante que se Moutinho jogou é porque estava apto. «Sabia que podia ajudar porque o corpo dele deu a resposta certa nos treinos. De certeza que não sentiu dores. Qualquer treinador quer usar os melhores jogadores em todos os jogos, mas é preciso recordar que os jogadores são os seus próprios médicos. Se tiverem dores ou sentirem limitações, são os primeiros a dizer que não dá», explicou.

in Edição de imprensa de O Jogo

quarta-feira, 27 de março de 2013

O que dizem os Jornais...

  • Um pouco como aconteceu frente a Israel, aproximou-se do jogador que é no FC Porto após o intervalo. Subiu muitos degraus de qualidade, exibindo mais dinâmica, com naturais reflexos no jogo português. Excelente a bater o pontapé de canto para a cabeça de Bruno Alves, no golo que libertou por completo Portugal.
  •  Fez tudo para mostrar que está fisicamente nas melhores condições, correndo quilómetros e tentando até marcar. Num ou outro lance na primeira parte fez o que não lhe é habitual, abusando de alguns lances individuais. Foi sempre o coração da equipa.
  • Voltou a ser o motor, enchendo o campo, mesmo que comedido na primeira parte. Libertou-se na segunda parte, pegando no jogo e na equipa, dizendo por onde a bola devia circular. Está no primeiro golo e foi decisivo na ajuda a Vieirinha.

in Jornais desportivos «A Bola», «O Jogo» e «Record».